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O Voto Certo: Livre

  • Diogo Lopes de Carvalho
  • Mar 5, 2024
  • 3 min read

Após intensas semanas de debates e de horas intermináveis de comentário político acerca dos mesmos, a sensação é de que as moscas mudam…, mas existe uma força política que contraria esta tendência. Dito desta forma, não parece mais do que o clássico chavão político, contudo, pretendo demonstrar que Rui Tavares e o seu partido, o Livre, parece ter os pés e a cabeça necessária para responder à crise política causada por uma maioria absoluta degradada pelo poder.


Depois desta introdução, admito que possam considerar que me encontro num delírio por ter a ousadia de acreditar que alguma vez o Livre será o partido mais votado nestas eleições. Desmistifiquemos. Obviamente Rui Tavares não virá da grande tempestade para se apresentar, vindo do encoberto, como primeiro-ministro. No entanto, considero que o Livre é uma parte crucial de uma possível coligação de esquerda, dadas as ideias e convicções que trazem para o país.


Semana de quatro dias, que já foi experimentada em Portugal e que teve resultados muito positivos, o incentivo à inclusão política dos jovens, a eliminação de estágios não pagos e regulação do uso excessivo de contratos de trabalho temporário, a garantia de uma rede nacional de creches públicas, o reforço dos transportes públicos, o alcance de 10% de habitação pública, o suporte na primeira aquisição da primeira residência financiando a título de empréstimo até 30% do custo de mercado da mesma, a implementação de um imposto sobre heranças e doações de elevado valor, o reconhecimento da Palestina como um estado independente, a consolidação e reorganização do SNS, o combate à fuga, corrupção e offshores, o estabelecimento de um rácio entre o salário mais baixo e o salário mais alto em cada empresa ou ramo de atividade, o incentivo a que todos os países da União Europeia atinjam a neutralidade carbónica até 2040, entre outros. Esta extensa lista de medidas, pertencentes ao programa eleitoral do Livre, são apenas algumas das ideias que este partido apresenta para tornar Portugal num país mais ecológico, europeu, sustentável, respeitador dos direitos humanos e defensor do Estado Social.


Esta lufada de ar fresco de uma esquerda revigorada vem dar força àqueles que possivelmente perderam alguma esperança face à lamentável prestação do Partido Socialista, que não foi competente na sua última governação solitária. Acredito na vontade do PS em tornar Portugal num país próspero e justo, porém, António Costa e seus “discípulos” não foram bem-sucedidos e, acredito que com ajuda desta esquerda moderna e europeia, distinguindo-se assim fortemente do PCP e BE respetivamente, Pedro Nuno Santos e Rui Tavares poderão tirar o cheiro a mofo dos dogmas da esquerda marxista e o caviar do seu “prato”, apresentando uma refeição muito mais agradável. Além disto, alerto para o perigo que uma coligação de direita apresenta para o país, visto que esta é impossível sem a inclusão do Chega, um partido oportunista, populista e que degrada o melhor sistema que temos nos nossos dias, a democracia!


Lutem então contra a corrupção, desigualdade social, injustiça, elitismos e, no dia 10 de março, votem pela democracia e por um Portugal justo, próspero, sustentável, europeu e acolhedor. Votem pelo partido que garante uma resposta imediata aos problemas mais urgentes deste país: educação, habitação, economia e saúde, mas que nunca se esquece da cultura, agricultura, segurança, justiça e paz. De preferência, votem de forma Livre!

 
 
 

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