top of page

Este país não é para os jovens

  • José Maria Costa
  • Mar 13, 2024
  • 3 min read

Updated: Mar 28, 2024

No último domingo, ocorreram as eleições mais importantes dos últimos tempos. Com os últimos 8 anos de fiasco social e económico providenciados pela esquerda e pelo PS, este 10 de Março tinha tudo para correr bem à AD e à direita portuguesa. Com toda a corrupção do PS desmascarada, com todas as greves e descontentamento popular e com todas as crises criadas pela esquerda por resolver, Luís Montenegro estava num lugar intocável e com todas as condições para criar uma onda laranja (e um bocado de azul) pelo país inteiro.

 

Contudo, os resultados ficaram longe do ótimo, pelo menos para a direita. Ainda com os deputados dos círculos da Europa e Fora da Europa por apurar, as projeções dão um resultado de vitória ao PSD. Uma vitória por dois deputados (80 – PSD/CDS-PP e 78 – PS), sendo uma derrota da AD-IL frente à esquerda.

 

Como jovem com dificuldades de perceber o meu lugar em Portugal no futuro, vítima destas políticas de anti crescimento económico que resultaram no meu irmão ter que emigrar, não me cabe na cabeça como é que o PS ainda tem tanta força. Mesmo depois de, em 15 meses, 13 ministros do antigo Governo se demitirem por escândalos (sendo que um deles foi candidato a Primeiro-Ministro. Só acontece mesmo em Portugal!), depois de toda a corrupção do sistema feita pelo PS e de grande parte das famílias portuguesas verem os seus filhos obrigados a abandonar a pátria para ter uma vida decente e os que cá ficaram não verem um futuro à sua frente.

 

Ao analisar os resultados destas eleições consigo perceber duas coisas mais que evidentes. A primeira é que Portugal não vai mudar e não vai crescer enquanto a geração de Abril cá estiver. Olhando para as idades médias dos eleitores de cada partido, é possível ver que o PS tem uma popularidade incomparável com os cidadãos mais velhos, que viveram parte da sua vida durante o Estado Novo e viram o Partido Socialista como herói da Revolução dos Cravos. Estes são os cidadãos que são incapazes de votar à direita e que veem Pedro Passos Coelho como o lobo mau. E é por causa destas pessoas que o PS tem estado nos últimos 28 anos, 21 a governar e, consequentemente, Portugal não ter mudado para melhor, ter-se tornado toxicodependente da União Europeia e dos seus fundos, sem políticas de crescimento económico.

 

A outra é que houve uma enorme resistência ao PSD, resultando no aumento do Chega. Porque digo então que a direita perdeu com estas eleições se o Chega aumentou os votos? Existem duas razões. Primeiro, devido ao orgulho, soberba e teimosia do PSD um acordo com o Chega, pelo menos com Luís Montenegro na liderança, está fora de questão. Este já descartou, até mesmo depois dos resultados, o referido partido para integrar a solução do país. E se não conseguir formar governo neste momento, o que não consegue sem o Chega ou o PS, creio que não terá hipóteses de ganhar as eleições outra vez. Se nestas estava numa posição fácil para ganhar, então duvido que ganhe depois de criar instabilidade política ao país. Até vou longe o suficiente para dizer que o Chega é capaz de se fortalecer ainda mais, pelo crescente descontentamento que há pelo PSD e pelo bloco central. E para os mais céticos, apelo a que olhem para a Holanda, Itália, Hungria, Alemanha, Suécia, Finlândia, tudo países em que partidos controversos e pouco populares aquando da sua criação fazem agora parte do Governo, em alguns a liderar, noutros como segunda força política. A segunda razão pela qual digo que a direita não ganhou nestas eleições é pelo puro facto do voto no Chega não ser um voto na direita. Relembro que em termos económicos o Chega moderou-se tanto ao ponto das suas políticas serem comparadas às do Partido Socialista no debate com Rui Rocha. Para além disto, um voto no Chega para muitos é quase como um voto branco que funciona. Um voto de protesto que afirma que não estão contentes com o resto, daí defender a resistência que houve em votar AD.

 

O PSD é um partido do passado com preocupações e soluções antigas que não refletem os portugueses. Por exemplo, acho inadmissível no programa da AD falar tão pouco e tão vagamente de políticas de imigração, sendo este um tópico que já mais de metade dos portugueses acha fulcral ser tratado. O resto ou é mais do mesmo ou são políticas de um PS moderado que não vão acrescentar assim tanto a Portugal e não vão fazer a mudança que é necessária.

 

Com um futuro incerto pela frente para todos, posso dizer que estas eleições foram um dos maiores falhanços para a direita em Portugal, para os jovens portugueses, e para o futuro desta tão grande Nação.

 

Fico dececionado. Pergunto-me quando é que os jovens terão lugar neste meu Portugal.

 
 
 

Comments


bottom of page