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Versos Inconjuntos I

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  • Oct 30, 2024
  • 1 min read

Updated: Oct 31, 2024

Pensamentos dispersos do quotidiano. Seleções de versos soltos, contemplados por diferentes autores.



Vejo as tuas saliências e entusiasmo-me,

Por entre o teu nevoeiro tranquilizo-me,

Cheiro-te e tudo ganha mais senso,

É a ti, alta Serra de Sintra, que pertenço


//


Esteja onde estiver, o mar salgado que me toca faz-me sentir em casa.

É sempre o mesmo.


//


As nuvens amontoam-se, afrontam-se, desfilam, dissipam-se e fingem.

Rosadas, fingem tornarem-se pequenas,

Quando na verdade, eu, que me limito a um teto impenetrável,

Eu, que gigante me percepciono, subo aos telhados, minúsculo debaixo delas.


//


Que venha a luz do Outono

E a paz do Inverno,

Para que tudo passe.


//


E que fizemos nós para merecer o céu e as estrelas,

O teu olhar,

E tudo o resto?

 

//


Tenho a cabeça enfraquecida e em chamas.

Mas se a vejo… na realidade ou na imaginação, sejam estes termos o que sejam,

produzo um leve e meigo sorriso, que exprime todos os sentimentos do mundo.


//


O sorriso que veem não é meu.

Não passa de uma máscara que evita perguntas.

Porque, por cada pergunta que façam,

Pensarei ainda mais em ti.


//


A sós deambulo

Pelas sombras dos meus pensamentos,

Encurralado e derrotado

Pela amiga minha à qual chamam Consciência.


//


Vagos e impessoais têm andado os meus pensamentos,

Quando penso neles, fogem-me,

Quando fujo deles, penso-os.



~ Luís Rau Silva, João Vilhena Baptista, Luís van Zeller

 
 
 

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